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Curiosidades, Mr. Fumo Informa

Sopro de Vidro: Um mercado crescente no Brasil.

Você já viu ou usou piteira de vidro alguma vez? E um pipe, que também pode ser chamado de cachimbo? Esses produtos, assim como o bong tem um ponto em comum: todos eles podem ser feitos de vidro.

Mas, se engana quem pensa que esses produtos, comuns pelas tabacarias Brasil afora, são feitos exclusivamente por máquinas, muitas vezes na China ou fora do país. Basicamente tudo que envolve vidro e utilização de Cannabis, pode ser feito através do processo de sopro, que cada vez ganha mais sopradores e adeptos por aqui.

O vidro é formado a partir da mistura entre a sílica da areia fina, carbonato de sódio e outros componentes químicos, que ao serem aquecidos em altíssima temperatura criam um material tão singular, que possui até um estado físico próprio, o vítreo.

Não há um consenso sobre a origem, mas a arte com vidro foi revolucionada pelos babilônios que, no século II a.C., inventaram um instrumento que permite moldar o material no formato desejado: o ferro de assoprar. Ele possibilitou ao vidro assumir as formas da criatividade humana. Com o passar dos séculos, influenciado por outras técnicas, o vidro ganhou status de arte, e isso reflete até hoje, com a presença garantida desses artigos nas coleções de apreciadores de Cannabis

No processo de produção do vidro soprado, o material deve ser aquecido até tornar-se flexível por meio de um maçarico especial. Já praticamente líquido, o artista utiliza uma zarabatana ou não, para modelar o vidro da forma desejada. Além do sopro, o vidro se transforma influenciado pela gravidade.

Apesar de no Brasil a cena do sopro ser relativamente recente, ela já é bem consolidada por algumas marcas que surgiram como pioneiras, tanto na confecção, como no conhecimento do processo e fizeram um trabalho de divulgação em eventos, muitas vezes sobre Cannabis e até festivais de música eletrônica, que refletiram na maior popularidade e aceitação do público geral. É o caso da Hippie Bong, KPipes e BHO Glass. Ao olhar o Instagram dessas empresas, fica claro que as peças produzidas requerem um trabalho minimalista e com diferentes técnicas, o que reflete no preço final para o consumidor.

Barreiras…

Entretanto, o valor mais elevado desses produtos não é apenas fruto do conhecimento e dedicação do artista, mas também está relacionado ao altíssimo custo de todos os equipamentos e materiais necessários. Diante de um cenário de taxação abusiva de impostos no país, os sopradores veem como a melhor alternativa a importação de basicamente tudo, o que gera custos altíssimos para aqueles que atuam e querem atuar nesse segmento

Essas barreiras abrem espaço para a desvalorização do trabalho dos artistas, dando preferência a produtos de origem chinesa, feitos em larga escala e com material infinitamente inferior. Por sorte, a popularização desses produtos faz com que fique clara a diferença de um “China Glass” para um vidro com boa procedência.

Cursos específicos para esse conhecimento já estão disponíveis aqui no país e são aplicados por aqueles que vieram primeiro e aprenderam na cara e na coragem tudo que ensinam hoje em dia. O fato é que esse segmento ainda engatinha no Brasil, haja visto o estágio que o Estados Unidos, por exemplo está, com artistas que fazem peças sendo vendidas a Um Milhão de Dólares

As barreiras por aqui são muitas, entretanto os artistas estão cada vez mais numerosos, organizados e talentosos para disseminar ainda mais a arte em vidro como forma de expressão e personalização no mundo Cannabico.

Fonte: Smoke Buddies (https://www.smokebuddies.com.br/sopro-de-vidro-arte-como-expressao-da-cultura-canabica-no-brasil/)
Anavidro (https://www.anavidro.com.br/anavidro-explica-o-vidro-soprado/)

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