thc x cbd
Curiosidades, Mr. Fumo Informa, Redução de Danos, Saúde

THC x CBD: Da brisa ao remédio (Parte 2)

Agora que você já entendeu como eles agem em nosso corpo, podemos abordar as principais diferenças entre o THC e o CBD.

Salve galera, tudo certo com vocês? Há menos de um mês atrás iniciamos aqui, no Mr. Fumo Informa, a primeira parte dessa matéria. Caso você não a tenha lido ainda, sugerimos que você leia para total compreensão das particularidades entre os dois canabinoides mais famosos da Cannabis, o THC e o CBD.

Na primeira parte, falamos sobre o Sistema Endocanabinoide presente em nosso corpo e como essas duas substâncias agem através dele. Hoje, no entanto, trataremos das principais diferenças entre elas. Quais são os efeitos sentidos após o uso, quais as diferenças entre esses efeitos e, claro, como elas se desenvolveram a ponto de serem utilizadas como remédios para algumas condições médicas.

A famosa brisa…

Começaremos pela principal diferença entre os dois canabinoides, a questão dos efeitos após o uso. Para contextualizar, precisamos entender o que é uma substância psicoativa e psicotomimética. Uma substância psicoativa é uma substância que atua diretamente no Sistema Nervoso Central (SNC). Uma substância psicotomimética também atua no SNC, porém, ela recebe essa denominação pois é capaz de causar alterações na percepção, pensamento, humor, fome e etc.

Ambas são substâncias psicoativas, porém, apenas o THC pode ser considerado uma substância psicotomimética. O THC age diretamente nos receptores CB1, presentes no SNC, provocando alterações como as descritas acima: a famosa brisa.

Já o CBD não possui esse mesmo tipo de interação com os receptores CB1. A atuação deles com esses receptores têm a função de modular os mesmos. Não entraremos em detalhes de como ocorre a modulação mas, para entendermos, o CBD possui papel antagonista nesses receptores. Um dos objetivos dessa modulação seria diminuir os efeitos causados pela ativação do CB1 pelo THC.

Onde podemos encontrá-los?

Os dois estão presentes em diferentes quantidades em qualquer espécie natural de Cannabis Sativa. Natural pois hoje em dia existem modificações genéticas que permitem isolar alguma das substâncias em detrimento da outra, reduzindo drasticamente a proporção das substâncias encontradas nela.

Como é o caso do cânhamo. O cânhamo, na verdade, nada mais é do que uma espécie de Cannabis Sativa que possui, no máximo, até 0,3% de THC. Por outro lado, as espécies podem chegar a taxas altíssimas de CBD e são muito utilizadas para produção de óleos e compostos medicinais a base de Cannabis. Além da utilização de suas fibras e sementes para diversos setores, uma vez que não chegam nem a causa o efeito psicotomimético. Caso queira, clique aqui para saber mais sobre o cânhamo.

Já as plantas adultas destinadas ao uso recreacional, como conhecemos, possuem concentração maior de THC quando comparadas ao CBD. As flores podem chegar a uma concentração de THC de até 30%, sendo que a média entre as milhares de variedades é de 12%.

Estrutura molecular

Essa é pra você lembrar das aulas de química do Ensino Fundamental 2, já pedimos desculpas de prontidão caso isso te cause pesadelos até hoje. O CBD e o THC são isômeros moleculares, ou seja, possuem a mesma fórmula molecular (C21H30O2) com arranjos anatômicos diferentes.

Não iremos entrar em detalhes específicos da diferença no arranjo anatômico. Basicamente, enquanto o THC possui um anel fechado, o CBD possui um anel aberto. A questão fundamental na diferença entre eles é que isso é responsável pelas propriedades particular de cada substância.

Uso medicinal

A aplicação do CBD possui propriedades medicinais sem o efeito eufórico e psicotomimético causado pelo THC. Possui ação anti-inflamatória, age como calmante e analgésico sem causar intoxicação ou qualquer tipo de alteração mental. Agem, principalmente, nas células do SNC e estão concentradas no baço, gerando ação anti-inflamatórias sobre as células do Sistema Nervoso Central. Podemos encontrar os mais diferentes tipos de remédios com eficiência comprovada à base de CBD: anticonvulsivos (para certos tipos de epilepsia, principalmente infantil), ansiolíticos, antipsicóticos, entre outros.

Atualmente, os estudos sobre o CBD avançam cada vez mais devido a suas propriedades e ao fato de não possuir efeito psicotomimético. Já é sabido, por exemplo, que mesmo com se usado a longo prazo, não causa vício. Em países onde sua produção é legalizada já podemos encontrar suplementos, óleos, cosméticos, tabacos, pomadas e uma infinidade de produtos a base de CBD.

Já o THC também possui propriedades medicinais, como ação anti-inflamatória. Porém, existe a questão da intoxicação e adição dos efeitos psicomiméticos. Alguns deles são: euforia, boca seca, olhos vermelhos, aumento do apetite, tempo de reação reduzido, problemas de coordenação, entre outros. Por esse motivo o CBD se torna mais atrativo para o público geral e, principalmente, para quem não quer ficar “chapado”.

Não existe, porém, a substância certa para o uso medicinal. Ambos os canabinoides são complementares e trabalham de forma conjunta. Enquanto os efeitos do THC podem ser diminuídos com o uso do CBD, alguns efeitos do CBD podem ser potencializados com o uso do THC conjuntamente. Além disso, ambas são consideradas seguras na questão de overdose, não existindo nenhum caso relatado sobre intoxicação fatal de qualquer uma das duas substâncias.

E aí, gostaram de saber um pouco mais sobre o THC e o CBD? O Mr. Fumo pretende trazer a vocês, nas próximas matérias, um pouco mais de informação geral sobre a Cannabis como planta e suas propriedades gerais. Fique ligado no nosso blog para novas matérias com muita informação e uma leitura descomplicada e divertida.

Até a próxima!

Fonte: HempMedsBR (https://hempmedsbr.com/quais-as-diferencas-entre-cbd-e-thc/)

Dr. Banz (https://drbanz.com.br/2018/09/04/cbdxthc-a-diferenca-entre-eles/)

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *